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EPÍLOGO - SERAPHINA

28 de set.
13 min de leitura

SETE MESES DEPOIS

 

— Isso está um desastre!


Sinto vontade de chorar ao encarar meu corpo, que deveria estar sensualmente coberto pela lingerie com estampa de tigre que comprei para esta noite.


A grande noite.


Acontece que, em vez da peça linda e safada que vi na internet, recebi algo digno de um filme de comédia!


— Não era pra ser assim — sussurro, sem conseguir controlar as lágrimas por ter estragado tudo. De novo.


Esta não é minha primeira tentativa de me entregar a Roman, Viktor e Alexei.

Na verdade, não é nem a segunda ou a terceira. É a quarta!


E tudo porque eu fiquei morrendo de medo nas outras vezes...


Não exatamente deles, mas da marca. Da ideia de tomar uma decisão para sempre e descobrir, tarde demais, que cometi um erro.


Um erro que não tinha volta.


Também tinha o fato de que eu precisava ter certeza de que eles falavam a verdade ao dizer que aceitariam minha decisão caso eu nunca quisesse ser reivindicada. Que não começariam a me tratar diferente, me pressionar ou me fazer sentir culpada por continuar sendo companheira deles sem carregar suas mordidas.


Então esperei.


Esperei sete longos meses, cada vez mais culpada ao perceber que, mesmo respeitando minha escolha, nunca deixaram de demonstrar o que sentiam.


Roman nunca deixou de cuidar de mim.

Viktor jamais parou de antecipar minhas necessidades.

E Alexei... Bom, ele continuou sendo o Alexei.

O que talvez seja a maior prova de amor de todas.


Nenhum deles voltou a perguntar sobre a mordida ou tentar me convencer.


Eles respeitaram minha decisão de não querer ser marcada, mesmo quando poderiam não respeitar.


Como em todas as vezes em que fizemos amor e eu ofereci meu pescoço a eles...


E eu sei que quiseram não respeitar.


Percebi quando seus corpos ficaram tensos. Quando seus olhos demoraram sobre minha pele antes de se obrigarem a se afastar.


Mas nenhum deles me mordeu.

Porque eu nunca disse que podiam.


Porque, apesar de nossa história de amor não ser muito convencional, os Morozov sempre esperam pelas minhas palavras.


Foi assim com o elástico naquela primeira noite na floresta, quando pedi que me deixassem sozinha para decidir se queria ficar com eles, e durante todos esses meses.


Eles esperam que eu diga sim.


Que eu dê consentimento.


E isso é o que eu mais amo neles.


— Puta que pariu! O Natal já chegou e ninguém me avisou? — A voz de Alexei ecoa pelo quarto antes de seu corpo se colar às minhas costas, sem me dar a chance de cobrir a fubanguice em que gastei dinheiro.


— Não olha! — exclamo, tentando usar os braços para esconder o máximo possível da lingerie. — Nenhum de vocês olha!


— Não olhar para a tigresa em nosso quarto? — Viktor questiona, aproximando-se até se encaixar na minha lateral direita. — Impossível! Mais fácil você nos pedir para tirar a lua do céu, amor...


— Também gostaria de saber o que fizemos para ganhar tamanho presente — Roman acrescenta, fechando o único espaço que ainda restava ao meu redor.


O calor que já tomava conta do meu rosto piora.


— Parem de zoar comigo! — reclamo, querendo enfiar a cabeça no chão igual a um avestruz de tanta vergonha que sinto. — Eu sei que isso está ridículo. Não foi isso que eu comprei! Quer dizer, tecnicamente foi, mas no anúncio parecia muito melhor e...


Minha explicação morre no meio da garganta quando percebo o modo como estão me encarando.


Pupilas dilatadas.

Corpos tensos.

Ereções inegáveis.


Puta merda!


— Vocês realmente gostaram? — pergunto, sentindo a vergonha diminuir consideravelmente.


— De ver nossa mulher usando um fiapo de roupa que claramente foi escolhido para nos seduzir? — Roman lambe lentamente os lábios, deixando os olhos vermelhos deslizarem pelo meu corpo. — Acho que gostar não é uma palavra forte o suficiente para descrever o que estamos sentindo, Seraphina...


Minha respiração falha, e toda a vergonha se transforma de vez em excitação quando entendo que ele está me encarando com o mesmo olhar da primeira noite em que nos encontramos, quando eu ainda não sabia que o homem enorme apontando um fuzil para mim já tinha lido cada uma das fantasias que escrevi naquelas cartas.


E queria realizar todas.


— E-eu queria que essa noite fosse especial — sussurro, finalmente abaixando as mãos que tentavam cobrir meus seios e apoiando-as nos antebraços de Alexei.


— Por quê? — Viktor questiona com falsa inocência, mas a expectativa faiscando em suas íris mostra que ele sabe muito bem o que eu estava planejando.


Os três sabem.

E, ainda assim, eles me esperam falar.

Me esperam confessar o que eu já deveria ter feito há muito tempo.


— Porque eu queria que essa fosse a noite em que vocês me marcassem.


As palavras saem com tanta facilidade que sou a primeira a me surpreender, principalmente porque já hesitei nesse mesmo momento outras três vezes.

Mas não agora.


Agora não existe uma única parte de mim querendo recuar. Achando que isso não é certo.


Não tenho certeza do que virou a chavinha de vez na minha cabeça.


Talvez tenham sido os sete meses dividindo minha cama com três tigres gigantes, que espalham pelos alaranjados em lugares impossíveis e não respeitam nenhuma porta fechada.


Pode ter sido também a carta que Roman me entregou na semana passada, enviada pelos companheiros de Eva, contando como eles estão.


Saber que minha irmã está bem me deixou mais tranquila do que eu imaginava. E, talvez, com um pouquinho de inveja também.


Porque Eva parece ter encontrado seu lugar ao lado dos três companheiros dela, enquanto eu continuo aqui, adiando algo que, no fundo, já sei que quero.


Ser deles pra sempre.


— Repete. — Pela primeira vez, o tom de Roman não soa como uma ordem, mas como uma súplica, e isso me faz sorrir.


— Eu quero que vocês me marquem — desta vez, falo mais devagar, deixando que eles assimilem as palavras que mudarão nossas vidas para sempre.


O silêncio que se segue não me incomoda.


Como poderia, se os três homens ao meu redor estão vibrando, claramente me olhando como se eu fosse um ser divino?


— Tem certeza? — Viktor sussurra a pergunta, sendo o primeiro a se mover para acariciar minha bochecha com o polegar.


O carinho me faz fechar os olhos por um segundo, não só para aproveitar o toque, mas também porque suas palavras só me dão mais garantia de que estou fazendo a coisa certa.


Porque essa é a quarta vez que chegamos até aqui e, nas outras três, bastou uma hesitação minha para que eles parassem. Nenhum tentou me convencer. Nenhum fez com que eu me sentisse culpada.


E, apesar de obviamente quererem isso agora, eles não estão me apressando.


— Sim. Eu tenho certeza — garanto, dando as costas para o espelho para poder encarar os três de frente. — Eu pensei muito sobre isso... Talvez mais do que deveria.


— Você levou o tempo que era necessário — Roman me corta antes que eu possa continuar, e o fervor com que me defende só me deixa mais emocionada.


— Eu sei. — Respiro fundo, olhando para cada um deles. — Mas não preciso mais de tempo. Eu quero vocês. Quero ser companheira de vocês de todas as formas possíveis, carregando a marca que vai nos unir para sempre, não importa quantos anos passem.


Minha voz ameaça falhar no final, mas não desvio os olhos.

Não dessa vez.


— Quero vocês para sempre — repito, para que eles não fiquem com nenhuma dúvida. — Isto é... se vocês ainda quiserem me marcar, claro.


Não há um silêncio de expectativa depois que paro de falar.


Há apenas as risadas maliciosas de Alexei e Viktor ecoando pelo quarto, seguidas pelo rosnado baixo de Roman, que arrepia todos os pelos do meu corpo.


— Se nós queremos te marcar? — O Comandante inclina a cabeça do mesmo jeito que seu tigre faz quando está prestes a saltar sobre mim. — Lindinha... nós três sonhamos com isso desde a primeira vez que vimos você, ainda naquele bar. Nosso maior sonho é cravar os dentes na sua carne pálida enquanto enchemos você com nossas porras!


A declaração não é exatamente romântica, mas faz meu coração disparar do mesmo jeito, além de acordar outra parte de mim que, neste momento, está coberta pela calcinha mais bizarra do universo.


— Bom... Eu estou muito ansiosa pelas duas partes da marcação — confesso, deslizando os dedos até o laço que fiz em minhas costas para manter a parte de cima da lingerie no lugar.


Assim que puxo, o tecido vagabundo desliza para o chão, permitindo que meus seios sejam devorados por seus olhares gulosos. A calcinha vai parar no mesmo lugar logo em seguida, e um novo arrepio percorre meu corpo quando percebo que estou nua entre três homens vestidos com uniformes pesados e enormes.


Totalmente indefesa entre três monstros.


— Eu poderia reclamar por você ter tirado a roupa de tigresa sexy, mas não dá pra negar que essa visão é bem melhor... — Alexei ronrona, percorrendo meu corpo com um olhar tão descarado que sinto minhas bochechas voltarem a queimar, junto com um desejo quase incontrolável de me jogar em cima dele.


— Tirem a roupa — ordeno, não querendo mais perder tempo. — Quero sentir vocês... Ser tomada por vocês.


Alexei, Roman e Viktor não me fazem falar outra vez.


Em questão de segundos, os três abrem suas blusas — mostrando-me as tatuagens idênticas que cada um carrega em uma parte diferente do corpo — e chutam as calças para o lado, revelando os paus duros e pesados, apontados diretamente para mim.


Tomo meu tempo admirando os três, apesar de já conhecer de cor e salteado cada diferença entre eles.


A grossura e as veias saltadas de Roman... O comprimento absurdo de Alexei... A leve curvatura de Viktor, perfeita para atingir aquele ponto que sempre me faz ver estrelas...


Conheço todos.


E, ainda assim, minha boca fica seca só de olhar.


— Para a cama, tigresa — Viktor ordena, afastando-se apenas o suficiente para que eu passe por ele, nossos corpos se roçando no caminho. — Hoje esses três buracos vão ser usados juntos.


A promessa deliciosa me faz gemer, principalmente porque, desde que vim morar com eles, esse foi o único pedido meu que ainda não realizaram.


Os três já me foderam em todos os lugares, mas nunca juntos.


Nunca ao mesmo tempo.


— Relaxe, Seraphina. Vamos cuidar bem de você — Roman promete, deslizando a ponta dos dedos pela linha da minha espinha quando me coloco de quatro, deixando tudo à mostra. — Essa bocetinha estará bem molhada quando eu entrar nela.


— Ela já está, irmão... — Alexei debocha, arrancando de mim um gritinho quando dois dedos seus afundam de uma vez no meu interior, sem aviso. Ele os gira lá dentro, depois os retira e desliza o líquido até o outro buraco. — O suficiente até para lubrificarmos esse cuzinho bonito e apertado.


A afirmação me deixa com vergonha, até porque eu sei que é verdadeira. Eu sinto minha excitação descer pelo início de minhas coxas. Porém, não tenho tempo para fazer nada além de gemer conforme Alexei continua me tocando, convencendo meu corpo a se abrir aos poucos para os dedos grossos que alargam meu cu com uma habilidade que me tira o fôlego.


Ou, talvez, o que me deixa trêmula e desesperada seja o polegar dele, que “sem querer” esbarra no meu clitóris de novo e de novo, aumentando o vazio na minha boceta até que eu sinta que não irei suportar nem um segundo a mais sequer.


— R-Roman... — choro o nome do tigre mais velho, empurrando o quadril para trás na tentativa de conseguir algum contato maior no local que lateja sem parar. — Eu p-preciso de mais. Preciso de v-você!


— Precisa, é? — O Comandante ronrona, cheio de satisfação, antes de me erguer como se eu não pesasse nada, obrigando meu corpo a se sentar no colo dele.


Suas íris vermelhas hipnotizam as minhas enquanto a glande gorda abre minha boceta devagar, centímetro por centímetro, não me dando outra escolha a não ser aceitar cada veia saltada que me preenche tão bem.


Quando ele finalmente chega ao limite, ficamos parados por um momento. Só nós dois, aproveitando a sensação gloriosa de estarmos assim, tão unidos.


Completos.


— Pode entrar agora, Alexei — Roman diz, lembrando-me de que, na verdade, estou longe de estar completa.


Ainda tenho mais dois companheiros.


Meu corpo fica tenso automaticamente quando Alexei roça o pau no meu ânus e começa a pressionar para entrar.


A sensação inicial é estranha. Apertada demais para ser confortável, fazendo-me prender a respiração enquanto meu corpo tenta se acostumar com a invasão.


Porém, conforme ele avança, o desconforto começa a se misturar ao prazer, arrancando outro gemido contra o peito de Roman quando Alexei finalmente consegue empurrar até o fim.


Deixando-me tão cheia que mal posso respirar.


— Olha para mim — Viktor chama, a voz baixa e firme, já ajoelhado na cama perto do meu rosto. — Você está indo tão bem, bebê! É uma visão gloriosa ver você levando dois paus ao mesmo tempo.


Apesar do carinho em seu tom, suas palavras nada inocentes me fazem engasgar.


— Q-quero você também — ofego para o ruivo, que sorri enquanto acaricia minha bochecha com cuidado.


— Eu estou bem aqui. É só você abrir essa linda boquinha — ronrona, inclinando o quadril para a frente o suficiente para que seu pau curvado roce meu lábio superior.

Estou prestes a abocanhá-lo quando Alexei dá a primeira estocada, empurrando-me contra o caralho de Roman, que soca tão fundo dentro da minha boceta que um calafrio percorre meu corpo com o prazer brutal que explode por minhas veias.


— Não. Não vou a-aguentar — gaguejo, tentando escapar do meio dos corpos enormes, mas o movimento só faz os dois paus se afundarem ainda mais em mim.


O gemido que escapa da minha boca é tanto de prazer quanto de medo, e Viktor parece perceber a diferença, pois segura meu queixo e me força a erguer o rosto para encará-lo.


— Você nasceu para tomar todos os seus companheiros, Seraphina — garante, voltando a empurrar o pau para perto da minha boca. — Foque na sensação boa. Nos paus deslizando dentro de você. Enchendo... Alargando... Reclamando — pronuncia cada palavra lentamente, provocando-me com seu tom e com o gosto de seu sêmen espalhado por meus lábios. — Consegue sentir os dois separados apenas pela película fina da sua boceta? Querendo se fundir a você?


Concordo entre gemidos, não apenas por suas palavras, mas pela nova estocada que Alexei e Roman dão em conjunto, como se quisessem me fazer sentir tudo o que Viktor acabou de descrever.


A sensação é inigualável.


— Bom. Então abra de vez essa boquinha para ter seus três machos dentro de você — o Alfa ordena, cravando as garras na minha cintura enquanto se move com mais firmeza dentro da minha boceta. — Já demoramos tempo demais para tomar o que é nosso.


Obedeço sem questionar, deixando que Viktor empurre o pau curvado até minha garganta, fazendo meus olhos lacrimejarem enquanto segura meus cabelos loiros e me fode no mesmo ritmo dos irmãos.


A brincadeira oficialmente acaba ali.


Roman estoca fundo, alternando com Alexei de modo que nunca fico vazia.

Que nunca deixo de sentir a película fina separando os dois.


O vai e vem é enlouquecedor, e logo o ritmo dos três se torna intenso demais para que eu consiga pensar em qualquer coisa além dos corpos enormes me cercando, das mãos me segurando e da satisfação absoluta que é estar exatamente onde deveria estar.


No meio dos meus companheiros.


O prazer cresce depressa, mas é quando Alexei muda o ângulo que tudo desanda.


Arqueio as costas com um gemido, quase perdendo Viktor da boca quando um choque de prazer desliza por todo o meu corpo até se concentrar no clitóris, esmagado contra Roman enquanto ele me puxa com mais força para si.


Não tenho tempo de avisá-los de que estou prestes a gozar. O orgasmo simplesmente cai sobre mim, fazendo meu corpo inteiro estremecer e cada músculo se contrair ao redor dos dois homens dentro de mim, que não diminuem o ritmo nem por um mísero segundo.


— Outro — Alexei rosna perto da minha nuca, soando selvagem. — Goze de novo nos paus dos seus machos, Seraphina!


Estou prestes a dizer que não tenho certeza se consigo quando Roman se antecipa:


— Seja nossa boa garota. Você tem três companheiros. Sua obrigação é gozar uma vez para cada!


Meu coração dispara. Não só pela palavra obrigação, mas pela volta daquele ritmo insano contra meu corpo já sensível.


E então sinto as línguas deslizando pela minha pele, como se os três estivessem escolhendo

onde vão morder.


Roman se concentra no lado esquerdo do meu pescoço.


Alexei, no direito.


Viktor puxa meu pulso e leva até os lábios, beijando bem em cima da veia principal.


E eu sei, sem sombra de dúvida, que chegou a hora.


— Me marquem — súplico assim que Viktor me permite respirar novamente. — Por favor! Eu q-quero pertencer a vocês.


— Mas você já pertence, lindinha — Alexei sussurra, carinhoso apesar do que está fazendo com meu corpo.


— Sempre pertenceu — Roman garante, um segundo antes de suas presas atravessarem minha carne.


A sensação é diferente do que eu esperava.

O mundo não explode. Ele se encaixa.

E não existe prazer maior do que sentir Roman dentro do meu coração.


Onde ele sempre pertenceu.


Mal tenho tempo de assimilar a sensação, porém, antes de Viktor e Alexei se moverem.

Juntos.


As presas de Alexei atravessam o lado direito do meu pescoço no mesmo instante em que Viktor morde meu pulso, e meu coração tropeça dentro do peito quando sinto as duas novas presenças se juntarem à primeira.


Roman.

Viktor.

Alexei.

Meus companheiros.


Meus olhos se enchem de lágrimas quando percebo que passei sete meses fugindo disto, com medo de que a marca mudasse o que existia entre nós.


E mudou.


Agora eu os sinto dentro do meu coração.

E é a melhor coisa do mundo.


A sensação parece atravessar o vínculo nos dois sentidos, porque os três estremecem quase ao mesmo tempo, mostrando que também não vão demorar a chegar ao limite.


Isso me faz sorrir e voltar a capturar o pau de Viktor com a boca, querendo que ele goze dentro de mim, assim como seus irmãos.


Cumprindo a promessa de me encherem de porra.


Os três gemem juntos quando tento começar a me mover, e Roman é o primeiro a perder o controle, o que me surpreende.


Suas estocadas ficam desencontradas até que ele crava as garras na minha cintura e se enterra uma última vez, gozando com um rosnado contra a marca que acabou de deixar.


Viktor vem logo depois, os dedos apertando meu cabelo enquanto seus olhos azuis brilhantes permanecem presos aos meus, levando meu prazer cada vez mais alto até me fazer despencar em outro orgasmo.


Meu gozo puxa o de Alexei, que chega ao limite enquanto continua lambendo o lado direito do meu pescoço, claramente encantado com a marca que deixou ali.


E então, finalmente, tudo para.


Por alguns segundos, nenhum de nós se move, e isso é perfeito.


Ficamos apenas ali, ofegantes, aproveitando o calor dos corpos ainda trêmulos pelos orgasmos e a sensação da reivindicação que continua latejando em minha alma, fazendo-me sorrir.


— Finalmente — Roman murmura ao deixar um beijo em minha testa, com um sorriso largo que raramente vejo em seu rosto. — Você é nossa.


— Completamente nossa — Alexei acrescenta, depositando um beijinho em minha nuca antes de se afastar para me deixar mais confortável.


— Para sempre — Viktor finaliza, acomodando-se aos meus pés e completando o círculo de três ruivos ao meu redor.


Meus ruivos.

Meus homens.

Meus companheiros predestinados.

Meus vilões de dark romance nas horas vagas.


Solto um suspiro, tomada por uma paz tão profunda que nem encontro palavras para descrever o que estou sentindo.


— Sim — sussurro, sorrindo. — Finalmente de vocês.


E, pela primeira vez, não existe medo algum acompanhando essas palavras; só felicidade.


Porque passei anos sem saber exatamente o que estava procurando...


Até mandar uma carta para um presídio e encontrar três tigres malucos dispostos a realizar todos os meus sonhos.


Alguma mulher já teve mais sorte do que eu?

 

FIM.


 

 
 
 

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